Governança Corporativa: entenda o método que está sendo instalado no Grupo MBM

Governança Corporativa é um dos termos de gestão de negócios que você provavelmente já ouviu falar? Mas você sabe exatamente o que é governança corporativa e como seus conceitos e melhores práticas podem ajudar a impulsionar os resultados do seu negócio?

No que se refere às melhores práticas de gestão empresarial, a governança corporativa serve de base para avaliar o risco e o retorno do investimento. Essa é uma das principais estratégias para tornar os processos mais eficientes e a gestão empresarial mais transparente.

Além disso, as empresas que cumprem a governança corporativa são melhor avaliadas aos olhos dos credores, edificam uma boa reputação e se consolidam no mercado em um processo contínuo de criação de valor.

governança corporativa

O que é Governança Corporativa?

A definição de governança corporativa, segundo o IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa), é “o sistema pelo qual as empresas e demais organizações são governadas, fiscalizadas e promovidas, incluindo as relações entre sócios, conselho de administração, supervisão e controle de entidades e demais interessados”.

Em outras palavras, a governança corporativa é o conjunto de práticas que uma empresa utiliza para fortalecer a organização e alinhar os interesses da empresa sócios, diretores, acionistas e demais stakeholders, bem como coordenar com os órgãos fiscalizadores e reguladores.

Podemos dizer que os executivos mostram a direção que a empresa precisa seguir para alcançar os resultados esperados.

Pense nisso: ao abrir um negócio, o empresário concentra as principais funções administrativas em si mesmo. No entanto, à medida que a empresa cresce, cada vez mais pessoas passam a ser incluídas nesse contexto, como sócios, diretores, acionistas e gerentes. A partir de então, a governança corporativa torna-se necessária.

A governança corporativa está de acordo com a Teoria da Agência Trata-se de questões relacionadas ao relacionamento entre a gestão e os agentes.

governança corporativa

Como surge essa preocupação nas empresas

A governança corporativa ganhou destaque nos últimos anos, mas isso não é novidade.

Seu primeiro passo veio com a descentralização da propriedade. Nesse cenário, diferentes papéis começam a aparecer dentro de uma mesma empresa e, à medida que mais pessoas ingressavam em uma organização, certos conflitos de interesse começaram a surgir.

Um pouco mais tarde, na década de 1970, os economistas Michael C. Jensen e William H. construíram uma teoria chamada “Conjectura do Agente”. Meckling, que focou seus estudos em empresas britânicas e norte-americanas, analisando a relação entre propriedade e controle e conflitos de interesse.

Nessa conjectura, os papéis são estabelecidos entre um agente principal, que é o centro das relações de todas as partes interessadas, e um agente contratual, aquele que executa e toma as decisões, porém, mesmo nessa divisão surgem conflitos, pois um agente compreende a aproximar a empresa de seus interesses.

Com isso, os autores recomendam que as empresas implementem medidas que alinhem os interesses de todas as partes, como monitoramento, controle e troca de informações. O objetivo é alinhar os interesses com foco no sucesso da empresa.

Mais tarde, na década de 1990, foram criados os primeiros códigos de boas práticas de governança corporativa e cada vez mais empresas começaram a adotá-los.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa, a governança corporativa no Brasil começou a se desenvolver junto com o novo mercado, e os primeiros códigos GC foram sendo elaborados paralelamente.

No Brasil, esse movimento se deve em grande parte à privatização e abertura de mercado, e em 1999 o IBGC editou sua primeira Codificação de Conduta de Boa Governança Corporativa.

Com o tempo, as empresas brasileiras perceberam que boas práticas de governança atraem mais investidores e, quando esse processo é implementado, as chances de sobrevivência de uma empresa aumentam.

governança corporativa

Quatro princípios de Governança Corporativa:

  • transparência;
  • neutralidade;
  • responsabilidade;
  • responsabilidade corporativa.

Transparência

A transparência é um princípio que se refere ao fornecimento frequente de informações às partes interessadas. Aqui são fornecidos não apenas os dados solicitados por regulamentos e leis, mas também outros materiais de interesse imediato para as pessoas envolvidas.

Além dos relatórios financeiros, são entregues documentos relacionados à gestão da empresa, tomada de decisões e outros assuntos que visam preservar os valores da empresa.

Neutralidade

Significa tratar todas as partes interessadas dentro da empresa de forma justa e igual. Isso significa que todos devem ser tratados com igualdade e suas responsabilidades, interesses, direitos, expectativas e necessidades devem ser levados em consideração, independentemente de sua posição, cargo ou nível de participação.

Responsabilidade

Os responsáveis ​​devem fornecer contas regulares, claras, factuais, concisas e abrangentes de todas as transações econômicas e financeiros.

Além disso, a responsabilidade e as consequências das ações recaem sobre as próprias pessoas.

Responsabilidade corporativa

Este princípio fala de cuidar do sistema e do ambiente em que a organização está inserida.

Consiste em considerar o capital intelectual, financeiro, social, produtivo, de reputação, humano, ambiental e social no curto, médio e longo prazo.

Para que serve a Governança Corporativa?

A governança corporativa garante que os interesses da administração estejam alinhados com os interesses dos empresários. Para garantir que os processos e estratégias sejam seguidos apropriadamente. E promove uma cultura de responsabilidade dentro da empresa.

Isso ocorre porque as empresas contam com pessoas para gerenciar seus processos. Consequentemente, é importante ser monitorado para minimizar as consequências em caso de escorregamento. Veja como isso é útil:

Evite escândalos e conflitos

Hoje, notícias sobre empresas envolvidas em escândalos de corrupção ou falhas processuais são usuais. Essas questões são crises de governança corporativa. Porque significa que os interesses de alguns assuntos estão acima dos interesses da organização.

Justamente para evitar esses problemas, surgiram os primeiros códigos de governança corporativa, buscando garantir a manutenção das boas práticas de gestão e do valor da marca.

Melhore a imagem da empresa

A boa governança corporativa é capaz de melhorar a imagem da empresa por meio da ética e da promoção dos bons valores corporativos.

Muitas vezes, a problemática e pouco fiável prejudica a imagem da empresa perante o público interno e externo. A governança corporativa, por sua vez, garante que a organização siga o caminho inverso e se revele confiável para seus stakeholders.

Atraia investidores

As empresas cujo funcionamento não é reconhecido e que possuem má reputação não atraem investimentos. Por outro lado, é muito difícil ganhar a confiança dos investidores quando surgem problemas de negócios.

O fortalecimento da boa governança corporativa é uma forma de manter as empresas afastadas desses problemas.

Aumente o valor de mercado da empresa

Os investimentos em governança corporativa aumentam o valor de mercado e a competitividade de uma empresa.

Este ponto é uma consequência dos pontos anteriores. Investir em governança corporativa melhora a imagem da empresa ajudar a atrair investidores, evita escândalo e retém talentos. Estas vantagens são percebidas como valor e equilíbrio da marca.

Fique tranquilo, seu e-mail está completamente SEGURO conosco!

Faça uma Cotação

Preencha o formulário a seguir para fazer uma simulação de sua cotação de transporte. Você receberá a cotação em seu e-mail.